quarta-feira, 2 de março de 2011

Augusto Flávio de Barros- Raissa K. Sakajiri Nº30 8ºB

         No final da Guerra dos Canudos, que ocorreu em Canudos no interior da Bahia, entre o Exército Brasileiro e integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, somente três pessoas estavam qualificadas a registrar fotograficamente o conflito, eles eram: Juan Gutierrez, Euclides da Cunha e Flávio de Barros. 
         Juan Gutierrez foi o primeiro a chegar em Canudos, junto do general João da Silva Barbosa em 2 de abril de 1897. Sete meses depois, perto do desfecho da Guerra, foi que, finalmente, Euclides da Cunha e Flávio de Barros chegaram na companhia do Ministro da Guerra, Carlos Machado Bittencourt em 26 de setembro de 1897.
        Já existiam equipamentos fotográficos portáteis, mesmo assim Juan Gutierrez e Flávio de Barros preferiam equipamentos mais pesados, capazes de imprimir imagens em negativos, chapas fotográficas e maiores.        
         Só a documentação feita por Augusto Flávio de Barros chegou aos nossos dias poucos, mas pouos elogios mereceu. Ele não era combatente. Aparecia sempre como fotógrafo da expedição, mas não se sabe se foi para Canudos comissionado pelo Exército ou voluntariamente. Tudo indica que na época iniciava-se na técnica fotográfica. Era retratista-pintor. Fazia retratos em crayon, aquarela e porcelana, e como outros companheiros de profissão passou a utilizar, também, a fotografia. Ainda não estava estabelecido comercialmente em Salvador, o que só irá ocorrer em 1901 com o registro da firma Photographia Americana, à rua da Misericórdia, 310.
        Suas três coleções pertencem, atualmente, ao Museu da República, no Rio de Janeiro (72 fotos), ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (68 fotos) e a Casa de Cultura Euclides da Cunha de São José do Rio Pardo (24 fotos).
        Flávio de Barros era pouco conhecido em 1897. Somente a partir do início do século XX foram encontradas referências a respeito de seus serviços profissionais nos periódicos e almanaques publicados na Bahia.

Foto intitulada de Corpo Sanitário e uma jagunça ferida, Flávio queria mostraro falso caráter desolidariedade das tropas para com os inimigos.                                               

                                                                     
Fot intitulada: O Corpo de Antônio Conselheiro


Nenhum comentário:

Postar um comentário